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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
A HISTÓRIA DO VOTO
É MUITO IMPORTANTE CONHECERMOS UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DO VOTO NO BRASIL, POIS NÃO FOI UMA CONQUISTA FÁCIL.
O VOTO PODE SER COMPARADO À UMA FERRAMENTA NA MÃO DE UM PROFISSIONAL. SE ELE A USAR BEM, O RESULTADO DE SEU TRABALHO SERÁ PERFEITO E CONSEGUENTEMENTE TERÁ O RECONHECIMENTO , A SATISFAÇÃO E A CONFIANÇA DE TODOS, MAS SE ELE A USAR DE MANEIRA ERRADA E/OU VISANDO O RESULTDO SOMENTE DE UMA "PEÇA", O RESULTADO SERÁ FRUSTRANTE TANTO PARA ELE QUANTO PRINCIPALMENTE PARA QUEM NELE DEPOSITOU CONFIANÇA. PORTANTO FAÇA DE SEU VOTO UMA FERRAMENTA PARA CONTINUAR LAPIDANDO A TÃO SONHADA DEMOCRACIA VOLTADA PARA TODOS OS CIDADÃOS
PENSE BEM NA SUA ESCOLHA!
Rita Guedes
A HISTÓRIA DO VOTO
Antonio Carlos Olivieri*
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Divulgação/UFMG
Eleitor faz sua escolha - secreta - na cabine onde fica a urna
Eleições diretas ou indiretas, e a cargos muito variados, ocorrem em nosso território há cerca de cinco séculos. Vale a pena conhecer a história do voto no Brasil e saber como esse direito, que já foi restrito a muito poucos, se estendeu aos cerca de 125 milhões de eleitores atuais.
História do voto no Brasil
Data de 1532 a primeira eleição aqui organizada. Ela ocorreu na vila de São Vicente, sede da capitania de mesmo nome, e foi convocada por seu donatário, Martim Afonso de Souza, visando a escolher o Conselho administrativo da vila. Na verdade, durante todo o período colonial, as eleições no Brasil tinham caráter local ou municipal, de acordo com a tradição ibérica.
Eram votantes os chamados "homens bons", expressão ampla e ambígua, que designava, de fato, gente qualificada pela linhagem familiar, pela renda e propriedade, bem como pela participação na burocracia civil e militar da época. A expressão "homens bons", posteriormente, passou a designar os vereadores eleitos das Casas de Câmara dos municípios, até cair em desuso. As Câmaras acumulavam, então, funções executivas e legislativas.
Cortes Portuguesas
Somente um ano antes da proclamação da Independência, em 1821, ocorreu a primeira eleição brasileira em moldes modernos. Elegeram-se os representantes do Brasil para as Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, após a Revolução Constitucionalista do Porto e a volta do rei dom João 6º. a Portugal, em 1820.
Desde 1808, dom João governava o Império português a partir do Brasil, devido a invasão da península Ibérica por Napoleão Bonaparte. Nesse período o Brasil perdeu a condição colonial, tornando-se Reino Unido a Portugal e Algarves. Desse processo, como se sabe, resultou a proclamação de nossa Independência por dom Pedro 1º. E, com ela, uma nova ordenação jurídica e política, que apresentava, naturalmente, novas regras eleitorais.
Durante o Império
A primeira Constituição brasileira, outorgada por dom Pedro 1º. Em 1824, definiu as primeiras normas de nosso sistema eleitoral. Ela criou a Assembléia Geral, o órgão máximo do Poder Legislativo, composto por duas casas: o Senado e a Câmara dos Deputados - a serem eleitos pelos súditos do Império.
O voto era obrigatório, porém censitário: só tinham capacidade eleitoral os homens com mais de 25 anos de idade e uma renda anual determinada. Estavam excluídos da vida política nacional quem estivesse abaixo da idade limite, as mulheres, os assalariados em geral, os soldados, os índios e - evidentemente - os escravos.
Outra característica interessante do voto no império era que as votações inicialmente ocorriam em quatro graus: os cidadãos da província votavam em outro eleitores, os compromissários, que elegiam os eleitores de paróquia que, por sua vez, elegiam os eleitores de comarca, os quais, finalmente, elegiam os deputados. Quanto aos senadores, basicamente eram nomeados pelo imperador.
Posteriormente o sistema foi simplificado para dois graus, com eleitores de paróquia e de província, até que em 1881, a Lei Saraiva introduziu o voto direto, mas ainda censitário. Desse modo, até o fim do Império, somente 1,5% da população brasileira tinha capacidade eleitoral.
Na República
Ninguém pense que a República modificou rapidamente esse quadro. Na primeira eleição para direta para presidente da República, em 1894, Prudente de Morais chegou ao poder com cerca de 270 mil votos que representavam quase 2% da população brasileira da época.
A ampliação do direito de voto a um número cada vez maior de brasileiros aconteceu ao longo do século 20. O voto feminino, por exemplo, data de 1932 e foi exercido pela primeira vez em 1935. Em função da ditadura de Getúlio Vargas (1937-1945), porém, as mulheres só voltaram a votar em 1946.
Vale lembrar que a ditadura de Vargas e a dos militares de 64 privaram o eleitorado nacional do voto para presidente por nove vezes e que, em 117 anos de República com 34 presidentes, somente 16 se elegeram pelo voto direto.
Quem vota hoje
Até a Constituição de 1988, o voto era um direito negado aos analfabetos, um percentual significativo da população, sem falar dos soldados e marinheiros. Não deve causar surpresa, portanto, o fato de presidentes eleitos com números expressivos, como Jânio Quadros, que obteve quase 6 milhões de votos em 1960, terem participado de eleições que mobilizaram somente 10% da população do país.
A partir de 1988, com a Constituição que continua em vigor, o eleitorado aumentou consideravelmente, e veio a ultrapassar a casa dos 100 milhões. Atualmente, o voto é obrigatório para todo brasileiro com mais de 18 anos e facultativo aos analfabetos e para quem tem 16 e 17 anos ou mais de 70 anos. Estão proibidos de votar os estrangeiros e aqueles que prestam o serviço militar obrigatório.
*Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia & Comunicação.
O VOTO PODE SER COMPARADO À UMA FERRAMENTA NA MÃO DE UM PROFISSIONAL. SE ELE A USAR BEM, O RESULTADO DE SEU TRABALHO SERÁ PERFEITO E CONSEGUENTEMENTE TERÁ O RECONHECIMENTO , A SATISFAÇÃO E A CONFIANÇA DE TODOS, MAS SE ELE A USAR DE MANEIRA ERRADA E/OU VISANDO O RESULTDO SOMENTE DE UMA "PEÇA", O RESULTADO SERÁ FRUSTRANTE TANTO PARA ELE QUANTO PRINCIPALMENTE PARA QUEM NELE DEPOSITOU CONFIANÇA. PORTANTO FAÇA DE SEU VOTO UMA FERRAMENTA PARA CONTINUAR LAPIDANDO A TÃO SONHADA DEMOCRACIA VOLTADA PARA TODOS OS CIDADÃOS
PENSE BEM NA SUA ESCOLHA!
Rita Guedes
A HISTÓRIA DO VOTO
Antonio Carlos Olivieri*
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Divulgação/UFMG
Eleitor faz sua escolha - secreta - na cabine onde fica a urna
Eleições diretas ou indiretas, e a cargos muito variados, ocorrem em nosso território há cerca de cinco séculos. Vale a pena conhecer a história do voto no Brasil e saber como esse direito, que já foi restrito a muito poucos, se estendeu aos cerca de 125 milhões de eleitores atuais.
História do voto no Brasil
Data de 1532 a primeira eleição aqui organizada. Ela ocorreu na vila de São Vicente, sede da capitania de mesmo nome, e foi convocada por seu donatário, Martim Afonso de Souza, visando a escolher o Conselho administrativo da vila. Na verdade, durante todo o período colonial, as eleições no Brasil tinham caráter local ou municipal, de acordo com a tradição ibérica.
Eram votantes os chamados "homens bons", expressão ampla e ambígua, que designava, de fato, gente qualificada pela linhagem familiar, pela renda e propriedade, bem como pela participação na burocracia civil e militar da época. A expressão "homens bons", posteriormente, passou a designar os vereadores eleitos das Casas de Câmara dos municípios, até cair em desuso. As Câmaras acumulavam, então, funções executivas e legislativas.
Cortes Portuguesas
Somente um ano antes da proclamação da Independência, em 1821, ocorreu a primeira eleição brasileira em moldes modernos. Elegeram-se os representantes do Brasil para as Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, após a Revolução Constitucionalista do Porto e a volta do rei dom João 6º. a Portugal, em 1820.
Desde 1808, dom João governava o Império português a partir do Brasil, devido a invasão da península Ibérica por Napoleão Bonaparte. Nesse período o Brasil perdeu a condição colonial, tornando-se Reino Unido a Portugal e Algarves. Desse processo, como se sabe, resultou a proclamação de nossa Independência por dom Pedro 1º. E, com ela, uma nova ordenação jurídica e política, que apresentava, naturalmente, novas regras eleitorais.
Durante o Império
A primeira Constituição brasileira, outorgada por dom Pedro 1º. Em 1824, definiu as primeiras normas de nosso sistema eleitoral. Ela criou a Assembléia Geral, o órgão máximo do Poder Legislativo, composto por duas casas: o Senado e a Câmara dos Deputados - a serem eleitos pelos súditos do Império.
O voto era obrigatório, porém censitário: só tinham capacidade eleitoral os homens com mais de 25 anos de idade e uma renda anual determinada. Estavam excluídos da vida política nacional quem estivesse abaixo da idade limite, as mulheres, os assalariados em geral, os soldados, os índios e - evidentemente - os escravos.
Outra característica interessante do voto no império era que as votações inicialmente ocorriam em quatro graus: os cidadãos da província votavam em outro eleitores, os compromissários, que elegiam os eleitores de paróquia que, por sua vez, elegiam os eleitores de comarca, os quais, finalmente, elegiam os deputados. Quanto aos senadores, basicamente eram nomeados pelo imperador.
Posteriormente o sistema foi simplificado para dois graus, com eleitores de paróquia e de província, até que em 1881, a Lei Saraiva introduziu o voto direto, mas ainda censitário. Desse modo, até o fim do Império, somente 1,5% da população brasileira tinha capacidade eleitoral.
Na República
Ninguém pense que a República modificou rapidamente esse quadro. Na primeira eleição para direta para presidente da República, em 1894, Prudente de Morais chegou ao poder com cerca de 270 mil votos que representavam quase 2% da população brasileira da época.
A ampliação do direito de voto a um número cada vez maior de brasileiros aconteceu ao longo do século 20. O voto feminino, por exemplo, data de 1932 e foi exercido pela primeira vez em 1935. Em função da ditadura de Getúlio Vargas (1937-1945), porém, as mulheres só voltaram a votar em 1946.
Vale lembrar que a ditadura de Vargas e a dos militares de 64 privaram o eleitorado nacional do voto para presidente por nove vezes e que, em 117 anos de República com 34 presidentes, somente 16 se elegeram pelo voto direto.
Quem vota hoje
Até a Constituição de 1988, o voto era um direito negado aos analfabetos, um percentual significativo da população, sem falar dos soldados e marinheiros. Não deve causar surpresa, portanto, o fato de presidentes eleitos com números expressivos, como Jânio Quadros, que obteve quase 6 milhões de votos em 1960, terem participado de eleições que mobilizaram somente 10% da população do país.
A partir de 1988, com a Constituição que continua em vigor, o eleitorado aumentou consideravelmente, e veio a ultrapassar a casa dos 100 milhões. Atualmente, o voto é obrigatório para todo brasileiro com mais de 18 anos e facultativo aos analfabetos e para quem tem 16 e 17 anos ou mais de 70 anos. Estão proibidos de votar os estrangeiros e aqueles que prestam o serviço militar obrigatório.
*Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia & Comunicação.
domingo, 19 de setembro de 2010
NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA
Reforma ortográfica no Brasil já está vigorando desde em janeiro de 2009
O fim do trema e de alguns acentos está decretado. Os dois pontos que ficam em cima da letra u convalescem no corredor da morte à espera do enterro. Afinal, muitas foram e são as vítimas desatentas à língua portuguesa que se esquecem ou não sabem que palavras como tranqüilo exigem a cobertura do trema e, assim, perdem pontos em provas e concursos. A reforma ortográfica da língua portuguesa está para sair e as mudanças seguem gerando polêmicas nesses 18 anos em que o assunto é discutido.A língua portuguesa é falada por cerca de 220 milhões de pessoas - aproximadamente 190 milhões de brasileiros, outros 10,5 milhões de portugueses e demais falantes em países africanos e em comunidades na Ásia e América. O que coloca o idioma na quinta posição entre os mais falados do planeta. Mas, o português é o único idioma ocidental a adotar duas grafias oficiais.Para tentar resolver o problema e padronizar o idioma foi criado em 1990 o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que tenta unificar o registro escrito nos oito países que falam o português - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.Segundo a regra da Comissão dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), basta que três países ratifiquem o acordo para que entre em vigor. Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já aprovaram as mudanças. O Congresso brasileiro aprovou a unificação ortográfica em 2001, depois de cerca de dez anos de discussão.Já foram feitos três acordos oficiais, aprovados pelos países falantes: o de 1943, o de 1971 e o que deveria vigorar a partir deste ano. A implementação da reforma, porém, era adiada pelo governo brasileiro devido à não-ratificação por Portugal. A situação mudou quando, no início do mês passado, o conselho de ministros do país anunciou o desejo de aderir à reforma. A decisão ainda tem que ser aprovada pelo Legislativo.A partir daí, uma comissão do Ministério da Educação (MEC) elaborou uma proposta para que a reforma ortográfica da língua portuguesa comece a ser implantada no Brasil a partir do dia 1º de janeiro de 2009. A proposta da Colip (Comissão para Definição da Política de Ensino-Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa) ainda tem que ser submetida ao ministro Fernando Haddad (Educação), aos ministérios da Cultura e das Relações Exteriores e à Presidência.É pela sala de aula que a mudança deve começar e onde os professores deverão ter paciência para se adaptar e adaptar os alunos a futura nova realidade. A Colip prevê um prazo de três anos para a transição entre a ortografia atual e a prevista pela reforma. Nesse intervalo, as duas normas vigorariam. Segundo Godofredo de Oliveira Neto, presidente da comissão, a partir do dia 31 de dezembro de 2011, todos os livros didáticos, provas para concurso e vestibulares teriam que estar submetidos às novas regras. Em comunicado enviado no começo do mês de março a editoras de livros didáticos, o MEC já exigiu que as obras enviadas às escolas públicas estejam adequadas às mudanças em 2010. O projeto da comissão prevê ainda a elaboração de um vocabulário da língua portuguesa no Brasil de acordo com as novas regras. Ele seria produzido pela Academia Brasileira de Letras, em conjunto com especialistas dos outros países da CPLP.As duas grafias oficiais do português de hoje dificultam o estabelecimento da língua como um dos idiomas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU). A intenção da ortografia-padrão é facilitar o intercâmbio cultural entre os países que falam português. Livros, inclusive os científicos, e materiais didáticos poderão circular livremente entre os países, sem necessidade de revisão, como já acontece em países que falam espanhol. Além disso, haverá padronização do ensino de português ao redor do mundo.DISCUSSÃOSegundo o filólogo Antônio Houaiss (1915-1999), principal negociador brasileiro do acordo ortográfico e quem elaborou a Nova Ortografia da Língua Portuguesa, publicada em 1991, será possível resolver até 98% das diferenças ortográficas do idioma. Mesmo assim, não deve haver uniformização, já que, na avaliação dele, a língua é dinâmica e atrelada às tradições culturais.Parte da filosofia de Houaiss é acordada pelos estudantes de Letras de Mossoró. A graduanda Marina Oliveira acredita que a confusão será grande. "Creio que vão facilitar a vida de todo mundo, embora ache que vai ficar tudo muito embaralhado no início. Se a confusão não durar muito, será positivo, especialmente para as crianças que vão aprender o português já com as novas regras", conta.Já o estudante Abinadade Pinto é mais conservador e discorda da proposta. "Sou contra porque só vai confundir a cabeça da população". Outra estudante de Letras que ainda não sabia da reforma também é adepta da tradição. Para ela, o português pode perder o rumo: "seria melhor que não houvesse a reforma. O português daqui pode perder um pouco a identidade", avalia.A opinião da maioria dos estudantes é compartilhada pelo professor Benjamim Linhares. Para ele, o que está ruim, com a reforma vai ficar ainda pior. "Se a reforma for mesmo concretizada será uma grande perda para a educação do País, que já está desacreditada mundialmente e ficará pior. Em minha opinião, não vai mudar praticamente nada porque quem não sabia utilizar essas regras vai continuar sem saber (a maioria) e quem sabe não terá muitas dificuldades para se adequar às novas mudanças. Vale salientar que eu sou totalmente contrário à idéia", salienta.Quanto a possíveis prejuízos que as editoras possam ter com a reformulação das futuras publicações e o treinamento dos revisores, o editor da Coleção Mossoroense, Caio Muniz, acredita que não haverá. "Prejuízos não. A gente vai ter que se adaptar a esse novo formato e isso é natural, tudo que vier a melhorar e facilitar a vida da gente é bem-vindo. Sou a favor. Vejo como uma coisa positiva. Os tempos são outros, assim com já houve outras modificações ao longo dos tempos, a língua vai sofrendo influências, e isso é muito natural".
Devem mudar entre 0,5% e 2% do vocabulário brasileiro.
HÍFEN Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antir-religioso", "antissemita", "contrarre-gra", "infrassom". Exceção: será man-tido o hífen quando os prefixos termi-nam com r - ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "su-per-revista"
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "ex-traescolar", "aeroespacial", "autoestrada"
TREMA Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
ACENTO DIFERENCIAL Não se usará mais para diferenciar:
1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)
ALFABETO Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"
ACENTO CIRCUNFLEXO Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do sub-juntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"
2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"
ACENTO AGUDO Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assem-bléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"
2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem
GRAFIA No português lusitano:
1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo"
2. será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "húmido", que serão grafadas como no Brasil -"erva" e "úmido"
O fim do trema e de alguns acentos está decretado. Os dois pontos que ficam em cima da letra u convalescem no corredor da morte à espera do enterro. Afinal, muitas foram e são as vítimas desatentas à língua portuguesa que se esquecem ou não sabem que palavras como tranqüilo exigem a cobertura do trema e, assim, perdem pontos em provas e concursos. A reforma ortográfica da língua portuguesa está para sair e as mudanças seguem gerando polêmicas nesses 18 anos em que o assunto é discutido.A língua portuguesa é falada por cerca de 220 milhões de pessoas - aproximadamente 190 milhões de brasileiros, outros 10,5 milhões de portugueses e demais falantes em países africanos e em comunidades na Ásia e América. O que coloca o idioma na quinta posição entre os mais falados do planeta. Mas, o português é o único idioma ocidental a adotar duas grafias oficiais.Para tentar resolver o problema e padronizar o idioma foi criado em 1990 o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que tenta unificar o registro escrito nos oito países que falam o português - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.Segundo a regra da Comissão dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), basta que três países ratifiquem o acordo para que entre em vigor. Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já aprovaram as mudanças. O Congresso brasileiro aprovou a unificação ortográfica em 2001, depois de cerca de dez anos de discussão.Já foram feitos três acordos oficiais, aprovados pelos países falantes: o de 1943, o de 1971 e o que deveria vigorar a partir deste ano. A implementação da reforma, porém, era adiada pelo governo brasileiro devido à não-ratificação por Portugal. A situação mudou quando, no início do mês passado, o conselho de ministros do país anunciou o desejo de aderir à reforma. A decisão ainda tem que ser aprovada pelo Legislativo.A partir daí, uma comissão do Ministério da Educação (MEC) elaborou uma proposta para que a reforma ortográfica da língua portuguesa comece a ser implantada no Brasil a partir do dia 1º de janeiro de 2009. A proposta da Colip (Comissão para Definição da Política de Ensino-Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa) ainda tem que ser submetida ao ministro Fernando Haddad (Educação), aos ministérios da Cultura e das Relações Exteriores e à Presidência.É pela sala de aula que a mudança deve começar e onde os professores deverão ter paciência para se adaptar e adaptar os alunos a futura nova realidade. A Colip prevê um prazo de três anos para a transição entre a ortografia atual e a prevista pela reforma. Nesse intervalo, as duas normas vigorariam. Segundo Godofredo de Oliveira Neto, presidente da comissão, a partir do dia 31 de dezembro de 2011, todos os livros didáticos, provas para concurso e vestibulares teriam que estar submetidos às novas regras. Em comunicado enviado no começo do mês de março a editoras de livros didáticos, o MEC já exigiu que as obras enviadas às escolas públicas estejam adequadas às mudanças em 2010. O projeto da comissão prevê ainda a elaboração de um vocabulário da língua portuguesa no Brasil de acordo com as novas regras. Ele seria produzido pela Academia Brasileira de Letras, em conjunto com especialistas dos outros países da CPLP.As duas grafias oficiais do português de hoje dificultam o estabelecimento da língua como um dos idiomas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU). A intenção da ortografia-padrão é facilitar o intercâmbio cultural entre os países que falam português. Livros, inclusive os científicos, e materiais didáticos poderão circular livremente entre os países, sem necessidade de revisão, como já acontece em países que falam espanhol. Além disso, haverá padronização do ensino de português ao redor do mundo.DISCUSSÃOSegundo o filólogo Antônio Houaiss (1915-1999), principal negociador brasileiro do acordo ortográfico e quem elaborou a Nova Ortografia da Língua Portuguesa, publicada em 1991, será possível resolver até 98% das diferenças ortográficas do idioma. Mesmo assim, não deve haver uniformização, já que, na avaliação dele, a língua é dinâmica e atrelada às tradições culturais.Parte da filosofia de Houaiss é acordada pelos estudantes de Letras de Mossoró. A graduanda Marina Oliveira acredita que a confusão será grande. "Creio que vão facilitar a vida de todo mundo, embora ache que vai ficar tudo muito embaralhado no início. Se a confusão não durar muito, será positivo, especialmente para as crianças que vão aprender o português já com as novas regras", conta.Já o estudante Abinadade Pinto é mais conservador e discorda da proposta. "Sou contra porque só vai confundir a cabeça da população". Outra estudante de Letras que ainda não sabia da reforma também é adepta da tradição. Para ela, o português pode perder o rumo: "seria melhor que não houvesse a reforma. O português daqui pode perder um pouco a identidade", avalia.A opinião da maioria dos estudantes é compartilhada pelo professor Benjamim Linhares. Para ele, o que está ruim, com a reforma vai ficar ainda pior. "Se a reforma for mesmo concretizada será uma grande perda para a educação do País, que já está desacreditada mundialmente e ficará pior. Em minha opinião, não vai mudar praticamente nada porque quem não sabia utilizar essas regras vai continuar sem saber (a maioria) e quem sabe não terá muitas dificuldades para se adequar às novas mudanças. Vale salientar que eu sou totalmente contrário à idéia", salienta.Quanto a possíveis prejuízos que as editoras possam ter com a reformulação das futuras publicações e o treinamento dos revisores, o editor da Coleção Mossoroense, Caio Muniz, acredita que não haverá. "Prejuízos não. A gente vai ter que se adaptar a esse novo formato e isso é natural, tudo que vier a melhorar e facilitar a vida da gente é bem-vindo. Sou a favor. Vejo como uma coisa positiva. Os tempos são outros, assim com já houve outras modificações ao longo dos tempos, a língua vai sofrendo influências, e isso é muito natural".
Devem mudar entre 0,5% e 2% do vocabulário brasileiro.
HÍFEN Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antir-religioso", "antissemita", "contrarre-gra", "infrassom". Exceção: será man-tido o hífen quando os prefixos termi-nam com r - ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "su-per-revista"
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "ex-traescolar", "aeroespacial", "autoestrada"
TREMA Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
ACENTO DIFERENCIAL Não se usará mais para diferenciar:
1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)
ALFABETO Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"
ACENTO CIRCUNFLEXO Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do sub-juntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"
2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"
ACENTO AGUDO Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assem-bléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"
2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem
GRAFIA No português lusitano:
1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo"
2. será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "húmido", que serão grafadas como no Brasil -"erva" e "úmido"
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
UMA ÓTIMA FORMA DE FICAR INFORMADO!!!
Você ficará sabendo o que anda acontece em Juiz de Fora e região.
Visite! Muito útil, divertido, informativo(dicas de empregos,concursos, moda).É bem interessante.
site :www. acessa.com
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
DESIGNER TRANSFORMA CHICLETE EM BORRACHA VERSÁTIL
Designer transforma chicletes mastigados em borracha
Não é novidade que cuspir chicletes em calçadas e ruas causa um imenso estrago às cidades e um aumento do investimento por parte dos governantes. Na Europa, por exemplo, segundo o jornal The Guardian são aproximados R$ 400 milhões anuais só para retirar as gomas de mascar presas no asfalto. Mas, uma nova invenção promete transformar a sujeira em tecnologia.
A designer londrina Anna Bullus percebeu que uma nova maneira de acabar com os chicletes na calçada deveria ser encontrada. Então, em laboratório, ela criou uma forma de transformar chicletes mastigados em borracha, que pode ser usada em qualquer produto, de brinquedos a peças de roupa.
Foram oito meses de pesquisas tentando transformar os chicletes velhos em um novo material que pudesse ser moldável e resistente. Adicionando alguns ingredientes (que ela faz questão de omitir por segredo industrial), ela extraiu um polímero, intitulado BRGP (sigla criada por ela e que quer dizer Bullus Recycled Gum Polymer).
Chicletes são um grande problema para as grandes cidades
Com essa substância ela confeccionou uma espécie de bolha rosa coletora de chicletes, chamada Gumdropbin, que está sendo testada nas ruas de Londres. Sempre que esses recipientes estão cheios, quer dizer que mais BRGP será produzido e, possivelmente, outros produtos também.
"A invenção é uma solução perfeita para este problema dos chicletes", diz Anna a um jornal local. Ela ainda cita que mais de 3,5 bilhões de chicletes são descartados todos os anos, muitos acabam parando nas calçadas, mas esses coletores podem transformar os doces em algo novo.
- A borracha virou um coletor de chicletes
Apesar da ideia criativa, alguns desafios foram encontrados. Por exemplo: como fazer com que as pessoas depositem apenas chicletes e não utilizem o coletor para jogar fora outros tipos de lixo? Anna acredita que tudo depende da forma como as pessoas encaram o projeto. "Se o coletor for um serviço útil, então poderia salvar milhões de cidades da sujeira, e ainda diminuir as horas gastas com a limpeza dos sapatos", comenta.
Até o momento os coletores estão depositados apenas em Londres, Inglaterra, e em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Se o projeto tiver êxito, a designer pensa em começar a trabalhar para a comercialização da técnica, até mesmo para a criação de outros produtos. "Eu adoraria confeccionar botas de borracha feitas de chiclete", diz.
Não é novidade que cuspir chicletes em calçadas e ruas causa um imenso estrago às cidades e um aumento do investimento por parte dos governantes. Na Europa, por exemplo, segundo o jornal The Guardian são aproximados R$ 400 milhões anuais só para retirar as gomas de mascar presas no asfalto. Mas, uma nova invenção promete transformar a sujeira em tecnologia.
A designer londrina Anna Bullus percebeu que uma nova maneira de acabar com os chicletes na calçada deveria ser encontrada. Então, em laboratório, ela criou uma forma de transformar chicletes mastigados em borracha, que pode ser usada em qualquer produto, de brinquedos a peças de roupa.
Foram oito meses de pesquisas tentando transformar os chicletes velhos em um novo material que pudesse ser moldável e resistente. Adicionando alguns ingredientes (que ela faz questão de omitir por segredo industrial), ela extraiu um polímero, intitulado BRGP (sigla criada por ela e que quer dizer Bullus Recycled Gum Polymer).
Chicletes são um grande problema para as grandes cidades
Com essa substância ela confeccionou uma espécie de bolha rosa coletora de chicletes, chamada Gumdropbin, que está sendo testada nas ruas de Londres. Sempre que esses recipientes estão cheios, quer dizer que mais BRGP será produzido e, possivelmente, outros produtos também.
"A invenção é uma solução perfeita para este problema dos chicletes", diz Anna a um jornal local. Ela ainda cita que mais de 3,5 bilhões de chicletes são descartados todos os anos, muitos acabam parando nas calçadas, mas esses coletores podem transformar os doces em algo novo.
- A borracha virou um coletor de chicletes
Apesar da ideia criativa, alguns desafios foram encontrados. Por exemplo: como fazer com que as pessoas depositem apenas chicletes e não utilizem o coletor para jogar fora outros tipos de lixo? Anna acredita que tudo depende da forma como as pessoas encaram o projeto. "Se o coletor for um serviço útil, então poderia salvar milhões de cidades da sujeira, e ainda diminuir as horas gastas com a limpeza dos sapatos", comenta.
Até o momento os coletores estão depositados apenas em Londres, Inglaterra, e em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Se o projeto tiver êxito, a designer pensa em começar a trabalhar para a comercialização da técnica, até mesmo para a criação de outros produtos. "Eu adoraria confeccionar botas de borracha feitas de chiclete", diz.
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